Operação da PF contra 'assessores fantasmas' na Câmara de Angra dos Reis tem como alvo estudante de medicina de Juiz de Fora
PF faz operação contra suspeitas de 'rachadinha' no RJ A operação da Polícia Federal contra 'assessores fantasmas' na Câmara de Angra dos Reis (RJ) tem co...
PF faz operação contra suspeitas de 'rachadinha' no RJ A operação da Polícia Federal contra 'assessores fantasmas' na Câmara de Angra dos Reis (RJ) tem como alvo Beatriz Niki Ribeiro, assessora parlamentar e estudante de medicina de Juiz de Fora. A investigação apura um possível esquema de desvio de recursos eleitorais e a contratação de funcionários fantasmas em troca de apoio político. A reportagem tenta contato com ela. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em um condomínio de luxo no bairro São Pedro, em Juiz de Fora, segundo apuração do g1. Não foi informado o que foi apreendido. Ninguém foi preso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp De acordo com a Polícia Federal, a investigada cursa medicina em tempo integral, de forma presencial, em uma faculdade na cidade mineira, e também atuaria como cirurgiã-dentista, o que levanta questionamentos sobre a compatibilidade com o cargo ocupado no gabinete do vereador Greg Duarte (PL) no município fluminense. Conforme o Portal da Transparência, ela recebe salário de R$ 7 mil, com carga horária de 40 horas semanais e tomou posse em 2025. Ao todo, policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na ação chamada 'Caça Fantasmas', expedidos pela Justiça Eleitoral, nas cidades de Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora. A Câmara de Angra dos Reis não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Vereador está entre os alvos O vereador Greg Duarte está entre os alvos de mandados de busca e apreensão, segundo informações do blog da Camila Bonfim. Procurado, ele nega qualquer irregularidade no cumprimento de contratos e na contratação de serviços. Veja mais detalhes abaixo. Além dele e de Beatriz, uma assessora e um advogado também foram alvos da operação. Como funcionava o esquema? Operação na Câmara Municipal de Angra dos Reis Polícia Federal/Divulgação As investigações apontam o uso da máquina pública para práticas criminosas, com a nomeação de assessores parlamentares sem efetivo exercício funcional. Na prática, isso sugere uma ligação entre a ocupação de cargos públicos e a obtenção de apoio político e financeiro. A PF também investiga se essas ligações eram usadas como mecanismo de sustentação da base política, inclusive para o recebimento e envio de dinheiro público fora dos registros oficiais de campanha. Investigadores relatam o uso de declarações falsas em prestações de contas eleitorais. Entre as irregularidades estão a omissão de despesas e a inserção de informações incorretas sobre a contratação de serviços e o envio de recursos de campanha. Os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, peculato, desvio e abuso de poder político e econômico, sem prejuízo de outras infrações que possam ser identificadas ao longo das apurações. 🔎 Peculato é um crime previsto no Código Penal brasileiro que ocorre quando um funcionário público se apropria, desvia ou utiliza indevidamente dinheiro, bens ou valores. O que diz o vereador? O vereador Greg Machado afirmou que a assessora apontada como funcionária fantasma “faz análise de pautas e projetos de lei de forma remota” e foi indicada por um parente do advogado dele. Ele afirmou ainda que nenhum assessor é obrigado a cumprir expediente presencial em gabinete e que, segundo a avaliação dele, a profissional presta efetivamente os serviços contratados. Citou também uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza o trabalho remoto de qualquer lugar. LEIA TAMBÉM: PF faz operação contra suspeitas de 'rachadinha' e contratação de assessores fantasmas no RJ VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes